Pedal Social esta entre as 50 razões para amar SP segundo revista Epoca

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Pedal Social Na Moral

na moral

Para mostrar que a opção intermodal pode funcionar, Pedro Bial recebe o ex-morador de rua Fábio Francisco de Torres. Graças ao projeto social “Pedal Social”, que disponibiliza o aluguel de bicicletas para pessoas de baixa renda, ele hoje consegue ir ao trabalho. Também chega ao palco Magda Andrade, que conta os benefícios de associar caminhadas – que podem levar mais de 10 km – para o trabalho ao uso do transporte público.

O apresentador também mostra os obstáculos para a qualidade de vida de quem mora próximo ao elevado conhecido como Minhocão, em São Paulo. Os moradores da região Felipe Morozini e Marta Ferreira Fonseca falam dos pontos negativos da localização próxima ao trânsito, como poluição e barulho, e discutem os benefícios da construção de um parque suspenso na área.

Pedal Social & Instituto Brasis

Publicado em 14/04/2013

Instituto Brasis & Pedal Social

O Instituto Brasis realiza mais uma parceria, desta vez sob a vertente em estudos preliminares e ação assistida a partir da problemática que permeia a mobilidade urbana na Cidade de São Paulo. A parceria se deu com o Instituto Mobilidade Verde que realiza o projeto Pedal Social. Juntos, intervimos em um de nossos projetos já em desenvolvimento no bairro do Cambuci. O Ateliê Público Brasis recebeu a intervenção estética, primeiramente, com o propósito de implantar o projeto Pedal Social e promover a introdução da temática aos adolescentes e adultos da comunidade. Referimo-nos como intervenção estética, pois é por meio dela que realizamos a mudança visual e comportamental no espaço público. Instalamos um paraciclo em via pública para 10 bicicletas. Somos o primeiro espaço/projeto que realiza tal intervenção gratuitamente, para prestação de serviço à comunidade. Prática e teoria se aliam na tentativa de solucionar dois grandes problemas enfrentados no âmbito micro e macro da quarta maior cidade do mundo.
A questão mobilidade e valor do transporte público para ir e vir ao trabalho são duas outras vertentes que estão sob o foco de estudos e análises. Esse primeiro processo se deu na implantação e observação das respostas da comunidade. Tivemos uma ótima aceitação. A comunidade reagiu bem às propostas levantadas pelo Projeto Pedal Social. A intervenção estética fora aceita.
Cabe agora acompanharmos o segundo processo, a funcionalidade das prerrogativas: as bicicletas serão usadas por trabalhadores para irem aos seus trabalhos? Esse uso acarretará de fato em uma maior economia aos trabalhadores? Quanto?
É possível implantar serviços públicos sem a intervenção do Estado?
A comunidade cuidará do projeto?

Continuaremos estudando e agindo.

Instituto Brasis
Referência em Estudos & Práticas Políticas e Sociais

Pedal Social é uma mão na roda para população de baixa renda

xmaurojunior_300_zecarlos,P20barrettahype.jpg.pagespeed.ic.4Hy5RSFIAFMauro Júnior da Silva, 33 anos, é um dos beneficiados. Ele trabalha como responsável pelo bolsão de motos da Rua José Bonifácio, no Centro. Seu salário de R$ 500 sofria uma redução de R$ 150 todo mês com os gastos de ônibus no trajeto Centro-Paraisópolis, onde mora com a família.

Há 15 dias, com a ajuda do Pedal Social, Silva já sentiu um alívio em seu orçamento. Ele sai de sua casa às 7h e chega ao Centro às 8h para trabalhar. Às 17h, faz o caminho contrário e retorna para casa. É ele quem organiza o funcionamento do estacionamento com 60 motos e garante a segurança do local.

A importância do incentivo ao Pedal Social

matéria do Jornal Estado de São Paulo mostra que 70% dos deslocamentos feitos por Bicicletas na cidade de São Paulo tem o trabalho como destino.

“Se houvesse mais incentivo acho que as pessoas começariam a perceber que a bicicleta pode virar um meio de transporte”, diz o técnico gráfico Baltazar Barbosa Carneiro. Todo dia, ele pega emprestada uma bicicleta no bicicletário do Metrô na Estação Itaquera e pedala por 40 minutos até o trabalho, perto de outra estação, na Vila Carrão. “Nesses últimos dias parei de vir assim porque o bicicletário fechou. A diferença é enorme. Agora, demoro 2h30.” O Metrô diz que o bicicletário vai reabrir, no interior do terminal.”

Leia Materia completa no jornal O Estado de São Paulo

O Pedal Social e o processo de pertencimento

pedal social cambuci

A implantação do programa  Pedal Social numa comunidade requer muito estudo e planejamento. Embora o programa tenha nascido para auxiliar a comunidade de baixa renda , alta vulnerabilidade social , ou ainda o segmento da população sem recurso  para pagar  o transporte público no uso da bicicleta para o trabalho,  cada nova comunidade tem seus desafios e suas necessidades que necessitam ser levadas em consideração, no entanto,  descobrimos que a força do Pedal Social está em diversos  propósitos.

 pedal social cambuci3_800Oficina de Mecânica com adolescentes.

No bairro  Cambuci em São Paulo, o programa  faz parte do Projeto Ateliê Brasil , uma parceria que visa  reduzir custos dos participantes, trabalhadores e gerar renda para adolescentes em alto risco e de vulnerabilidade social, o projeto  esta instalado numa escadaria no bairro do Cambuci, é uma intervenção urbana cujo objetivo é o desenvolvimento de uma renovação estética de dentro para fora das comunidades (cortiços e ocupações locais) , que cria  oportunidades de diálogos e  uma ponte para  discussão de melhoria da qualidade de vida local. Também é um laboratório social onde o aprendizado é mútuo e constante.

 pedal social cambuci2_800Ocupando espaço para o bem social

O Pedal Social não é um projeto engessado, um modelo cheios de regras que a comunidade precisa “se enquadrar”  para fazer parte,  o programa é um processo de aprendizado, de “empoderamento” dos participantes e da própria comunidade. Todo o processo é  construído com e pela comunidade, as bicicletas são doadas pela sociedade, e a gestão é compartilhada localmente, todo o controle é feito na confiança entre os participantes, o bem estar gerado pelo programa é compartilhado entre todos.

 

Durante o  processo de implantação do programa o bairro sofre uma primeira intervenção urbana, é muito importante que a comunidade tenha identificação com o projeto, reconheça e reforce o  sentido de pertencimento e da  “apropriação do espaço” e  do programa.

 

No  Cambuci o projeto teve forte identificação com as crianças e adolescentes das comunidades locais, que nunca tiveram a possibilidade de ter uma bicicleta, com isso,  abriu-se um espaço para que as crianças apropriassem do projeto. Desde o início as crianças e adolescentes receberam o projeto de braços abertos e  todo o processo de implantação teve forte participação das crianças.  Tivemos uma preocupação muito grande de fazer as crianças entenderem que o projeto é para os Adultos poderem trabalhar nos dias da semana  e nos finais de semana haverá alguns horários que as crianças e adolescentes poderão fazer uso das bicicletas.  A princípio as bicicletas serão emprestadas aos finais de semana para lazer das crianças , mas o objetivo é que as bicicletas sejam  “alugadas” para  “turistas” para que eles conheçam todo o projeto social do Instituto Brasil na região do Cambuci e Ipiranga,  que envolve várias comunidades locais, com todo o trajeto feito de bicicleta, conduzido por um adolescente  e com direito a um almoço educativo dentro de uma ocupação. A renda gerada vai ajudar a família destes adolescentes.

Por que acreditamos

7579_214390128685507_73518404_nFoto: Jeff Anderson

Acontece sempre a mesma coisa, os adultos não acreditam inicialmente, desconfiam e são mais resistentes as “Gentilezas Urbanas” do que as crianças.

Estávamos na escadaria ateliê Brasil no Cambuci  arrumando as bicicletas do programa Pedal Social que vai funcionar ali nos próximos dias. Eu, Jeff Anderson e alguns adolescentes que não foram a escola em função do feriado de Páscoa e foram  lá  para ajudar. Fui acompanhar um menino de 14 anos  que mora numa ocupação  próxima e que sempre esta disposto a cooperar nos projetos sociais da região até a loja de materiais de construção do “portugês”, seguimos juntos para comprar a querosene que serviria  para passar nas correntes enferrujadas das bicicletas que foram doadas para o programa e tivemos uma boa conversa durante o caminho. A primeira pergunta que ele me fez foi se havia feito faculdade, respondi que havia feito comunicação social e que havia me especializado em transportes muito depois…  Me contou que queria fazer um curso de mecânica  pois seu sonho  era ser “Torneiro Mecânico”, que meninos da sua idade não gostavam de estudar e que a falta de oportunidades de trabalho, melhor remuneração, levam a maioria dos  meninos para o crime.  Contou-me  que admirava muito o  trabalho do Jeff Anderson  ( Instituto Brasis) porque ele levou a arte para a ocupação criativa, que é uma das coisas que ele mais gosta de fazer,  melhorar a vida das pessoas através da arte, os adultos não entendem, mas toda a “molecada” da ocupação,  gosta, ajuda e quer fazer parte.

Me perguntou porque eu havia doado tantas bicicletas? Eu disse a ele que não havia doado nenhuma, na verdade foram doadas muitas pessoas da cidade de  São Paulo e que as bicicletas seriam emprestadas gratuitamente para as pessoas que não tem dinheiro para o transporte público e aos finais de semana para um projeto junto com adolescentes da região inclusive ele. Concordou que o transporte público era mesmo caro e que na ocupação muita gente tirava o próprio sustento lá mesmo e não precisava gastar dinheiro,  oferecendo mão de obra em serviços autônomos voltados para construção civil e concertos em geral, outras pessoas tinham que buscar seus sustentos fora e  que a maioria necessitava de transportes públicos essas poderiam usar o Pedal Social.  Continuou me perguntando porquê eu fazia isso?  Disse a ele que eu acredito que o transporte é um meio de levar desenvolvimento social para as comunidades,  ou seja, precisa ser um meio para gerar renda e melhorar a vida das pessoas e não ser apenas uma forma de comprometer a metade dos seus  salários… se as pessoas gastam muito com transporte acabam deixando de fazer outras coisas importantes como melhor estudo, alimentação e lazer  e muitas outras coisas básicas que as pessoas precisam ter acesso e que se pudéssemos aumentar a quantidade de empregos na região, poucas pessoas necessitariam ter que pagar os altos custos de transportes públicos.

Faz todo o sentido, disse-me o menino de 14 anos.